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SUSTENTABILIDADE

Prefeitura de Cafel?ndia investe em material recicl?vel e colhe resultados

Sexta-feira, 25 de abril de 2014

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Em 11 meses de trabalho a recolha saltou de 15 para 45 toneladas ao mês


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Estão cada vez mais em voga os discursos de proteção ao meio ambiente e necessidade de um estilo de vida mais sustentável. Em Cafelândia, esta realidade não é diferente e resultados positivos podem ser vistos no trabalho realizado com o apoio da Administração Municipal em relação à capitação e destinação do lixo reciclável. Faz 11 meses que a atual coordenação está à frente dos trabalhos e, dentre outras conquistas, o volume de material recolhido triplicou, subindo de 15 para 45 toneladas. Proporcionalmente, o salário dos associados praticamente dobrou.

 

O segredo para tanta prosperidade está na parceria. A Associação dos Catadores passou a receber uma atenção especial da atual administração e o volume de investimentos subiu consideravelmente. Um exemplo disso é a inauguração ocorrida nesta quinta-feira, 25, de um novo espaço com 75 metros quadrados, que custou aproximadamente R$ 80 mil, com escritório administrativo, área externa e um refeitório. “Antes, todos aqui tomavam seu café e se alimentavam em meio aos materiais recicláveis. Pensando no bem estar, dignidade e higiene das famílias construímos este ambiente para que todos possam desfrutar da melhor maneira possível”, enfatiza o prefeito Valdir Andrade da Silva “Bugrão”.

 

Além deste, a prefeitura já destinou outros recursos, como a ampliação de 200 metros quadrados de cobertura para abrigar os materiais e a aquisição de uma nova prensa, totalizando mais de R$ 17 mil. Contudo, uma das maiores contribuições do poder público para o setor é o trabalho estratégico e burocrático conduzido pela secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. Por meio dela, a associação possui um coordenador exclusivo, além do apoio de todos os profissionais da secretaria e ainda dos extencionistas da Emater no município.

 

“Os catadores, que antes eram apenas oito e hoje em dia somam 15, contavam com somente um trator, uma carreta e um motorista, sendo que muitas áreas da cidade não eram atendidas. Agora, a prefeitura cedeu duas camionetes grandes, dois motoristas e mais seis funcionários para trabalharem, em conjunto com os catadores, por toda a cidade”, destaca o coordenador Robison Aguiar.

 

O crescimento foi tanto que possibilitou a elaboração e execução de dois cronogramas distintos: um para as residências em geral e outro somente para estabelecimentos comerciais. O próximo passo foi a extensão do projeto para o interior. “Nós estamos presentes toda primeira segunda-feira do mês em Central Santa Cruz e, além disso, todo primeiro sábado nas demais comunidades. Parece mentira, mas somente aí nós recolhemos seis toneladas de recicláveis”, acrescenta o coordenador.

 

“Os investimentos mensais realizados pela prefeitura com servidores, veículos, combustível, divulgação, manutenção e incentivo aos associados com cesta básica, que eram de R$ 5 mil no começo do ano passado, subiram para quase R$ 25 mil. Além disso, a prefeitura é ainda responsável por serviços de limpeza do pátio, descarga dos materiais e destinação dos rejeitos, que na verdade consistem no lixo que acidentalmente é recolhido junto com os recicláveis”, explica o secretário Fabio Luis de Oliveira.

 

Meio Ambiente

Quando se fala em lixo reciclável, o lucro não pode ser a motivação principal, pelo menos do ponto de vista da administração municipal. E prova disso é a condução correta de produtos como o isopor e a sucata eletrônica. Esses materiais, por não serem aproveitados para reciclagem, eram descartados, poluindo a natureza. Atualmente, após a triagem realizada pelos catadores, o lixo é enviado para empresas especializadas de outros municípios, por conta do município.

 

Futuro

Apesar do bom trabalho realizado até aqui, a coordenação não pretende parar e planeja até 2015 alcançar a meta de 60 toneladas mensais. Para isso, serão realizadas outras melhorias como adquirir uma máquina para moer vidro, que custa perto de R$ 10 mil, além de pavimentar o piso do barracão com concreto, de 300 metros quadrados, o que segundo levantamento da secretaria de Planejamento custaria em torno de R$ 45 mil. Por fim, está também nos projetos da equipe destinar mais R$ 10 mil para a aquisição de uma sacaria personalizada, com o objetivo de facilitar a vida dos munícipes em relação à organização e recolha.

 

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

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