Terça-feira, 30 de agosto de 2011
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O primeiro curso de pedreiros do município de Cafelândia encerrou na noite desta quarta-feira, 24. A formatura aconteceu na Associação dos Servidores Municipais de Cafelândia (Asmuca) e contou com a presença de diversas autoridades, além dos 17 alunos que concluíram as aulas. O curso é fruto de uma parceria entre a Setp (Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social), SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e Governo Municipal. Foram 200 horas aula distribuídas em aproximadamente dois meses.
Segundo o prefeito Dr. Estanislau Mateus Franus, o curso vai trazer vários benefícios ao município, como qualificação de mão de obra e geração de renda. “Nós podemos observar que temos inúmeras obras em andamento e não há trabalhadores disponíveis. Além de cada um desses alunos agregar conhecimento e aumentar seus rendimentos, a cidade também irá ganhar, pois temos mais prestadores de serviço na área da construção civil”, enfatiza.
Para o secretário de Viação e Obras, João Beppler, popular Dione, a parceria veio em boa hora. “A necessidade de trabalhadores nesta área é grande. Muitas empresas ou mesmo pessoas físicas querem construir. Muitas vezes eles esbarram na falta de mão de obra, mas com este curso eles terão mais opções dentro do próprio município.”
O responsável pela Agência do Trabalhador de Cafelândia, Américo Nunes Ferreira Junior, se diz satisfeito com o resultado obtido. “Este sempre foi um curso muito procurado e nós tivemos poucas desistências. A maioria perseverou e agora podem recebem seus diplomas.”
A engenheira civil, Danielli Fortunato, que é a coordenadora da área da construção civil do SENAI, afirma que os efeitos causados serão positivos. “Qualquer profissional competente que possua uma boa formação terá diversas oportunidades, ainda mais se estiver inserido em um cenário como o que estamos vendo hoje em dia onde existem diversas oportunidades, mas falta qualificação”, realça.
A engenheira civil Fabíola Morandi, que foi uma das instrutoras do curso, salienta que a partir do momento em que se recebe uma formação de qualidade é necessário por em prática. “Eu busquei frisar durante as aulas para que tenham capricho. Qualquer obra leva o nome do engenheiro, pedreiro e assim por diante. O conhecimento foi passado e agora as oportunidades estão aí.”
O mestre de obras Dirceu João de Ramos também passou parte de seu conhecimento para os alunos e segundo ele é necessários que empresários e autoridades criem oportunidades de trabalho. “Estes novos pedreiros tem a teoria e a prática, mas não a experiência. Esperamos que as empresas dêem oportunidade para que eles possam trabalhar e também aperfeiçoar cada vez mais o que aprenderam”, observa.
O formando Juninho Oliveira da Silva não esconde a alegria e afirma que o curso lhe deu uma nova visão sobre a profissão que ele já exercia há vários anos. “Eu já trabalhava na área, mas aprendi muito aqui. Agora tenho a base necessária para trabalhar com autonomia”, comemora.